segunda-feira, 16 de maio de 2016

Dezessete de Maio

Eu estava na praça de minha cidade natal. O dia estava ensolarado. Eu corri até a escola onde meu irmão estudava quando jovem e procurei por algo ou alguém. Senti que o mundo era claro e tudo estava em certa paz. Vi crianças que passavam por mim sorrindo. Subi para o segundo andar e sem encontrar quem procurava continuei. Conversei com pessoas, sem saber quem era e sem saber o que falava. Satisfeito com o assunto irrelevante, sai da escola sem encontrar quem procurava.

Voltei a praça. Encontrei meu pai e minha madrasta. Conversamos brevemente sobre a vida. Agora lembrava o que devia fazer. Eu devia apresentar meu espetáculo solo ali na praça para todos verem. Seguimos procurando o melhor lugar possível. Encontramos um espaço circular que servia perfeitamente ao nosso propósito. Ali era amplo, com o chão misturado de grama e concreto e estranhamente aconchegante. O sol dava aquele lugar uma sensação de paz e tranquilidade. Ali era o local ideal.

Quando tudo estava decidido e uma conversa estava se desenrolando entre meu pai e eu, tudo mudou. Pois era hora de acordar.

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