quarta-feira, 18 de maio de 2016

Dezoito de Maio

Eu falava com ela por telefone. Ele me dizia algumas coisas, mas me disse que apareceria num programa. Ansioso fiquei a espera do programa. Vi de relance seus rosto e sorriso, era pouco tempo para o tanto que queria vê-la.

Comecei uma caminhada por um cidade que só existe no irreal. Ela era a justa mescla de lembranças do passado e do presente. Por uma rua que só eu sabia onde era e para onde iria eu encontrei ela de bicicleta e corri atrás. Acompanhei ela e conversamos coisas simples. Lhe falei que estava bonita e que era ótimo tê-la aqui. Andamos um pouco juntos e ouvi outros amigos se aproximarem. Eram meus amigos do teatro. Eles juntos cantavam. Quando pararam na entrada de uma ponte, um deles procurava saber uma outra música para cantar, como eu estava por perto cantei. Era "Transfiguração" do Cordel de Fogo Encantado. Percebi de relance que tu não parou comigo, mas continuou pela estrada, e não pela ponte.

De imediato corri para seu lado e perguntei onde iria. "Vou seguir" você me falou e se foi. Antes de se afastar, antes de eu pudesse reagir, eu acordei.

Agora lembro que não vi seu rosto nenhuma vez.

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